m julho de 1993 foi realizado um cerco de 51 dias em Waco, contando com a participação do Exército dos Estados Unidos, FBI, ATF e da polícia do Texas. Em algumas horas, a propriedade estava incendiada e fortes explosões ocorreram, matando 84 pessoas, incluindo David Koresh. Apenas dez ocupantes de Monte Carmelo se salvaram.
David Koresh e a Seita Davidiana
A igreja Davidiana é uma seita com relações com a identidade cristã e bases remotas advindas dos Adventistas de Sétimo Dia, foi criada na década de 1950. Durante três décadas, essa pequena comunidade funcionou de forma pacífica, até que no final dos anos 1980, Vernon Howell, foi nomeado líder da seita. Em 1990, Howell alterou seu nome para David Koresh (que segundo ele mesmo dizia, significava “Ciro” em hebreu, nome de um antigo rei persa que permitiu que os judeus cativos na Babilônia retornassem a Israel).
As Origens dos Ramo Davidianos
A igreja Davidiana é uma seita dissidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia, fundada em 1935 por Victor Houteff, um imigrante búlgaro que acreditava ter uma nova mensagem divina para a igreja. Após ser expulso por suas visões reformistas, Houteff e seus seguidores estabeleceram a comunidade de Monte Carmelo, perto de Waco, Texas, como um centro para se prepararem para o fim dos tempos. Após a morte de Houteff em 1955, sua esposa, Florence, assumiu a liderança, mas sua falha em profetizar com precisão eventos apocalípticos em 1959 levou à fragmentação do movimento original.
Foi nesse vácuo de poder que Benjamin Roden fundou os Ramo Davidianos (Branch Davidians), alegando ser o novo profeta. Durante décadas, essa pequena comunidade funcionou de forma relativamente pacífica, embora marcada por contínuas disputas internas de liderança, especialmente após a morte de Roden em 1978, quando sua esposa, Lois Roden, se tornou a nova profetisa do grupo, ensinando sobre a natureza feminina do Espírito Santo.
A Ascensão de David Koresh

David Koresh, nascido Vernon Wayne Howell, transformou-se no carismático e controverso líder dos Branch Davidians. Autoproclamado profeta, Koresh alegava ser o “Cordeiro de Deus” mencionado no Apocalipse, destinado a abrir os sete selos do fim dos tempos. Sua interpretação radical das escrituras incluía a crença de que tinha o direito divino de ter múltiplas esposas, incluindo menores de idade.
Foi sob a tutela de Lois Roden que, em 1981, um jovem carismático e músico de rock chamado Vernon Howell chegou a Monte Carmelo. Com seu profundo conhecimento das escrituras e personalidade magnética, ele rapidamente ganhou influência dentro da comunidade, tornando-se amante de Lois, que era muito mais velha. Após a morte dela em 1986, Howell entrou em uma violenta disputa pelo poder com o filho de Lois, George Roden.
O conflito culminou em um infame tiroteio em 1987, onde Howell e seus seguidores, fortemente armados, invadiram Monte Carmelo. Embora tenha sido julgado por tentativa de homicídio, as acusações foram retiradas. Com Roden preso por outras acusações, Howell assumiu o controle total do complexo. Em 1990, para consolidar sua imagem messiânica, ele alterou legalmente seu nome para David Koresh, uma combinação do bíblico Rei Davi e do nome hebraico para Ciro, o Grande, o rei persa que libertou os judeus da Babilônia.
Rancho Apocalipse

O complexo Monte Carmelo dos Branch Davidians antes do cerco, mostrando a comunidade religiosa em seu estado original. Este conjunto de edifícios abrigava cerca de 130 pessoas, incluindo famílias inteiras que haviam dedicado suas vidas à comunidade liderada por David Koresh. A estrutura principal era um edifício de madeira de vários andares que servia como residência, local de culto e centro comunitário.
Koresh também era o nome que Cyrus Read Teed, ex-cabo do exército americano, adotou em 1870 quando fundou uma seita que durou por mais de cem anos. O nome da antiga Monte Carmelo foi alterado para “Rancho Apocalipse” e passou a usar de suas “prerrogativas divinas” para não dispensar prazeres vedados aos demais membros.
Tais prerrogativas incluíam assistir Jean-Claude Van Damme na televisão, consumir alimentos mais requintados e, sobretudo, possuir relações sexuais com mulheres adolescentes (uma de suas companheiras que conseguiu fugir contou que ele chegou a ter 18 esposas, sendo a maioria menores de idade). Com a premissa de evitar retaliações de ex-membros expulsos, Koresh ordenou a compra de várias armas automáticas (prática permitida no Texas).
Investigações do FBI
Em 1992, autoridades federais dos Estados Unidos iniciaram uma investigação contra a seita porque receberam a informação de estavam sendo produzidas metralhadoras na comunidade. Foi constatado que os davidianos possuíam um stand de tiro ao ar livre e que estocavam grandes provisões de alimento e munições, acreditando que logo se iniciaria um novo “Holocausto”. Koresh esteve por três vezes em Israel, e previa que tropas americanas invadiriam a Palestina, momento em que ele próprio se levantaria como um “anjo vingador”.
No final de 1992, a ATF (Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives) tomou frente no caso, suspeitando que a seita convertia armas semi-automaticas em automáticas, armazenava pólvora e outros produtos químicos utilizados como matérias-prima para fabricação de explosivos, além de adquirir equipamentos militares, como máscaras de gás e óculos de visão noturna.
Em julho de 1993, foram descobertas várias granadas de mão em uma encomenda interceptada pelo governo, destinada aos davidianos em Waco. O pacote foi novamente lacrado e entregue aos destinatários, para que assim fosse possível obter as devidas ordens judiciais para invadir a propriedade.
O Cerco de Waco
A SWAT da ATF chegou a Monte Carmelo com um plano de assalto com duração inferior à um minuto. Porém, contrariando as expectativas, uma feroz resistência foi iniciada pelos davidianos. o tiroteio inicial durou quase duas horas, matando quatro agentes da ATF e seis membros da seita. Este confronto deu início a um tenso cerco de 51 dias, liderado pelo FBI, que mobilizou o Exército dos EUA e a polícia do Texas. Após semanas de negociações infrutíferas, táticas de pressão psicológica (como tocar música alta e sons de animais morrendo) e a crescente frustração das autoridades, a decisão de uma invasão final foi tomada.
Cronologia do Último Dia: 19 de Abril de 1993
A sequência de eventos no dia final do cerco revela a escalada da tragédia:
05:55 – Início da Operação Final: CEVs se Aproximam do Complexo
Dois veículos de engenharia de combate blindados (CEVs) do FBI se aproximam do complexo Monte Carmelo. Os veículos M728 de 54 toneladas, emprestados pelo Exército americano, eram equipados com lâminas bulldozer e canhões de demolição. O comandante **Jeff Jamar** decidiu forçar a saída dos Branch Davidians através da injeção massiva de gás lacrimogêneo CS. No interior, os davidianos dormiam em colchões espalhados pelos corredores, muitos deles crianças que não compreendiam que este seria seu último amanhecer.
06:00 – Preparativos Internos: “Todos Acordem, Vamos Começar a Orar”
Os microfones de vigilância do FBI captam vozes urgentes: “Todos acordem, vamos começar a orar” e conversas sobre combustível sendo derramado. David Koresh acorda seus seguidores com a certeza de que o “fim dos tempos” havia chegado. Steve Schneider coordena a distribuição de máscaras improvisadas feitas de panos molhados. Mulheres acordam crianças pequenas, algumas chorando sem entender. A comunidade que resistiu por 51 dias se prepara para seu ato final de desafio ou rendição.
06:05 – Primeira Violação: CEV Abre Buraco na Parede
Um CEV rompe violentamente a parede leste com sua lâmina bulldozer, criando uma abertura de dois metros. O estrondo aterroriza as crianças e confirma os piores temores dos davidianos. Imediatamente, tiros de rifle são disparados contra os veículos blindados. O gás CS, proibido em conflitos internacionais pela Convenção de Genebra, começa a se espalhar. Crianças começam a tossir violentamente, seus pulmões pequenos não conseguindo processar a substância tóxica que causa queimação nos olhos, nariz e garganta.
07:30 – Intensificação do Gás: “Duas Latas de Combustível”
Mais gás lacrimogêneo é bombeado sistematicamente através de múltiplas aberturas. A vigilância do FBI grava conversas sobre “duas latas de combustível”, evidência crucial no debate sobre quem iniciou o incêndio. Os davidianos, sufocando, movem-se como fantasmas carregando crianças em busca de ar puro inexistente. Koresh reúne seguidores no bunker subterrâneo. As negociações cessaram; apenas alto-falantes federais ordenam rendição. Mulheres criam máscaras improvisadas para as crianças, sabendo que cada respiração pode ser a última.
11:30 – Demolição Sistemática: Estrutura Comprometida

Agentes da ATF e FBI durante o cerco de 51 dias mobilizaram centenas de agentes federais e equipamentos militares pesados em demonstração de força sem precedentes contra cidadãos americanos. A operação “Showtime” escalou de investigação rotineira sobre armas para operação militar completa, questionando limites constitucionais do poder federal. Fonte: ABC News.
Os veículos blindados continuam demolindo o edifício para inserir mais gás, comprometendo gravemente a integridade estrutural do complexo de madeira de 1890. Cada impacto cria correntes de ar que espalham o gás, mas enfraquecem as vigas de sustentação. O pânico atinge níveis críticos quando seções do teto cedem. O vento texano de 30 mph acelera a circulação do gás tóxico. Crianças choram incontrolavelmente enquanto adultos buscam espaços seguros em um edifício desmoronando. As saídas estão bloqueadas por escombros ou monitoradas por atiradores federais.
12:07 – Ignição Simultânea: Três Focos de Incêndio

Tanques M728 Combat Engineer Vehicle rompem sistematicamente as paredes do complexo durante invasão final, marcando precedente controverso na aplicação da lei federal. O uso de equipamento militar contra civis americanos chocou a opinião pública e alimentou narrativas sobre tirania governamental.
As primeiras chamas surgem simultaneamente em três pontos distintos: ala leste, ginásio central e torre de água. A simultaneidade sugere incêndio deliberado e coordenado. O vento forte e os buracos na estrutura criam efeito de túnel que acelera as chamas. Em minutos, pequenos focos se transformam em fornalha descontrolada. Câmeras de TV captam cenas chocantes do complexo religioso sendo consumido com dezenas de pessoas no interior. Os davidianos enfrentam a escolha entre morrer queimados ou sair e enfrentar prisão perpétua.
12:12 – Resposta de Emergência Atrasada: Bombeiros Retidos
Uma chamada de emergência é feita para o Departamento de Bombeiros de Waco, mas os socorristas são retidos em um posto de controle federal por 15 minutos cruciais. Esses minutos perdidos tornam-se controversos quando bombeiros chegam com o incêndio além de qualquer controle, com temperaturas internas de 1.000 graus Celsius. Famílias são separadas pela fumaça densa. Alguns davidianos tentam escapar pelas janelas, forçados a voltar pelas chamas que cercam o perímetro. A decisão de atrasar bombeiros será investigada pelo Congresso.
12:25 – Explosão Devastadora: Cilindro de Propano Detona

O complexo dos Ramo Davidianos em Monte Carmelo consumido pelas chamas em 19 de abril de 1993, após 51 dias de cerco federal. Esta imagem icônica captura o momento final da tragédia que matou 84 pessoas, incluindo David Koresh e 25 crianças. O incêndio começou após agentes federais lançarem gás lacrimogêneo e romperem as paredes com tanques militares. A controvérsia sobre quem iniciou o fogo – se os próprios davidianos ou as ações federais – persiste até hoje.
Uma explosão massiva de um cilindro de gás propano sacode o complexo, lançando detritos incandescentes em raio de 100 metros. A explosão é sentida a mais de um quilômetro e registrada por sismógrafos locais. Pedaços de madeira em chamas voam como projéteis, atingindo veículos da mídia. A explosão elimina qualquer esperança de resgate, criando armadilhas mortais de escombros em chamas. Famílias no bunker subterrâneo descobrem escadas bloqueadas por detritos incandescentes. A explosão rompe linhas de gás, alimentando o inferno com combustível adicional.
12:55 – Colapso Final: 84 Vidas Perdidas

Vista aérea devastadora do complexo dos Ramo Davidianos após o incêndio de 19 de abril de 1993. A imagem revela a extensão completa da destruição em Monte Carmelo, onde David Koresh liderava sua comunidade religiosa desde o final dos anos 1980. O que antes era o “Rancho Apocalipse” – como Koresh havia renomeado a propriedade – tornou-se um símbolo das tensões entre liberdade religiosa e aplicação da lei nos Estados Unidos.
Em menos de uma hora, o complexo de 103 anos é completamente consumido e desmorona. O incêndio mata 84 pessoas, incluindo David Koresh e 25 crianças (1-17 anos). Apenas nove ocupantes escapam: Graeme Craddock, Derek Lovelock, David Thibodeau, Clive Doyle, Misty Ferguson, Ruth Riddle, James Lawter, Sheila Martin e Marjorie Thomas. Sobreviventes emergem com queimaduras graves e histórias traumáticas. A autópsia de Koresh revela ferimento de bala na cabeça. As 25 crianças mortas tornam-se símbolo da tragédia, alimentando décadas de controvérsia sobre responsabilidade federal.
O Debate sobre Liberdade Religiosa versus Cumprimento da Lei
O caso de Waco levantou questões fundamentais sobre os limites entre liberdade religiosa e aplicação da lei nos Estados Unidos. Críticos argumentaram que o governo federal violou direitos constitucionais básicos, incluindo a Primeira Emenda (liberdade religiosa), a Segunda Emenda (direito às armas) e a Quarta Emenda (proteção contra busca e apreensão irrazoáveis). A comunidade davidiana, embora controversa em suas práticas, operava legalmente no Texas, onde a posse de armas era amplamente permitida.
Defensores dos direitos civis questionaram se as autoridades federais aplicaram padrões diferentes aos davidianos devido às suas crenças religiosas não convencionais. A investigação inicial baseou-se em denúncias de ex-membros descontentes, levantando questões sobre a confiabilidade das evidências utilizadas para justificar a operação. Contudo, as alegações de abuso infantil e conversão ilegal de armas criaram um dilema legal complexo entre proteção de menores e liberdade religiosa.
Questionamentos sobre Abuso de Autoridade Policial
A operação em Waco tornou-se um estudo de caso sobre uso excessivo de força por agências federais. A decisão de realizar uma invasão militar em vez de prender Koresh durante suas frequentes saídas da propriedade foi amplamente criticada. Especialistas em aplicação da lei argumentaram que métodos menos confrontativos poderiam ter evitado a tragédia, considerando que Koresh regularmente visitava a cidade de Waco para atividades comerciais.
O uso de tanques militares, gás lacrimogêneo e equipamento de guerra contra civis americanos gerou debates intensos sobre militarização da polícia. A ATF foi acusada de buscar publicidade para justificar seu orçamento, escolhendo uma abordagem espetacular em vez de métodos tradicionais de investigação. A falha em considerar a presença de crianças na propriedade durante o assalto final foi particularmente condenada por organizações de direitos humanos.
O Legado no Terrorismo Doméstico

Placas de granito gravadas com os nomes das 84 vítimas do Cerco de Waco, incluindo David Koresh e as 25 crianças, no local onde ficava o complexo Monte Carmelo. Hoje, o terreno abriga uma nova igreja construída por um grupo de Ramo Davidianos que sobreviveu ou não estava presente durante o cerco. O memorial serve como um local de peregrinação e um sombrio lembrete da tragédia.
Waco tornou-se um símbolo poderoso para movimentos extremistas antigovernamentais nos Estados Unidos. Timothy McVeigh, perpetrador do atentado de Oklahoma City, citou especificamente Waco como motivação para seu ataque terrorista em 19 de abril de 1995 – exatamente dois anos após o incêndio final. McVeigh usava uma camiseta com os dizeres “FBI – Federal Bureau of Incineration” antes do bombardeio, demonstrando como Waco alimentou narrativas conspiratórias.
O caso inspirou teorias sobre uma “Nova Ordem Mundial” e planos governamentais para confiscar armas de cidadãos americanos. Grupos de milícias proliferaram após Waco, usando o evento como evidência de tirania federal. Figuras como Alex Jones construíram carreiras inteiras explorando as controvérsias de Waco, espalhando teorias conspiratórias que persistem até hoje. O evento demonstrou como falhas na aplicação da lei podem radicalizar indivíduos e alimentar extremismo doméstico por décadas.
Consequências para Políticas de Segurança
Waco forçou uma reavaliação fundamental das táticas federais de aplicação da lei. Novas diretrizes foram estabelecidas para operações envolvendo grupos religiosos, priorizando negociação sobre confronto. A tragédia também influenciou debates sobre separação entre igreja e estado, destacando a necessidade de equilibrar investigações criminais legítimas com proteção de liberdades constitucionais.
Contudo, as lições de Waco não impediram futuras controvérsias. O confronto em Bundy Ranch (2014) e outros incidentes demonstraram que tensões entre autoridades federais e grupos antigovernamentais persistem. Waco permanece como um lembrete dos perigos de escalada desnecessária e da importância de métodos proporcionais na aplicação da lei, especialmente quando direitos constitucionais estão em jogo.
Referências
- PBS NewsHour. Analysis: How the Waco siege resonates 30 years later. PBS, 2023. https://www.pbs.org/newshour/politics/why-waco-siege-still-resonates-30-years-later-especially-among-anti-government-extremists.
- Vox. The Waco tragedy, explained. Vox Media, 2018. https://www.vox.com/2018/4/19/17246732/waco-tragedy-explained-david-koresh-mount-carmel-branch-davidian-cult-30-year-anniversary.
- Southern Poverty Law Center. 30 Years Later: Waco and Extremism. SPLC, 2023.
- Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives. Report on the Events at Waco, Texas. ATF, 1993.
- Congressional Research Service. The Branch Davidian Incident at Waco, Texas. Library of Congress, 1995.
- Human Rights Watch. Waco: A Tragedy of Errors. Human Rights Watch, 1993.










Sou pesquisador independente comprometido com uma investigação profunda sobre geopolítica, história e memória visual. Fui coordenador do Imagens Históricas, que chegou a ser o maior projeto independente do Brasil no biênio 2012-2014, com mais de 1 milhão de seguidores apenas no Facebook. Acredito que compreender o passado com profundidade é uma forma de decifrar o presente e antecipar o futuro. Criei o GeoMagno como um espaço para explorar conexões culturais esquecidas, fatos relevantes e os impactos silenciosos dos grandes acontecimentos sobre a nossa identidade coletiva. Entre arquivos, documentos e narrativas visuais, busco transformar história em uma experiência acessível, rica em contexto e livre de revisionismo e simplificações.